Hard Skills vs. Soft Skills: Por que você continua contratando pelo currículo e demitindo pelo comportamento
- hunterdegrandi

- há 2 dias
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Existe um ditado no RH que já virou clichê, mas nunca deixa de ser verdade: "Contrata-se pela competência técnica, demite-se pelo comportamento".
Se você é gestor, provavelmente já viveu isso. Você contrata aquele desenvolvedor, engenheiro ou gerente que tem o currículo perfeito, domina todas as ferramentas (Hard Skills) e tem as certificações certas. Três meses depois, você precisa demiti-lo porque ele não sabe trabalhar em equipe, é arrogante ou não aguenta pressão (Soft Skills).
Neste artigo, vamos acabar com a confusão entre esses dois termos e mostrar por que, em 2026, as habilidades "suaves" se tornaram a moeda mais forte do mercado corporativo.
Hard Skills e Soft Skills: Entenda as diferenças e impacto na contratação
Para não restar dúvida, vamos ao básico que todo recrutador precisa dominar:
Hard Skills (Habilidades Técnicas): É tudo aquilo que você aprende na sala de aula, em cursos ou lendo livros. É tangível, mensurável e fácil de colocar no papel.
Exemplos: Inglês fluente, domínio de Excel, programação em Python, gestão financeira, operação de máquinas.
Soft Skills (Habilidades Comportamentais): É como você lida consigo mesmo e com os outros. São subjetivas, difíceis de medir e, geralmente, não se aprende em um curso de final de semana.
Exemplos: Inteligência emocional, resiliência, empatia, comunicação clara, liderança e capacidade de resolver conflitos.
O jogo virou: O que dizem os dados
Antigamente, ter o conhecimento técnico era 90% do caminho. Hoje, a técnica é commodity.
Segundo o relatório Global Talent Trends do LinkedIn, 92% dos profissionais de recrutamento afirmam que as Soft Skills são tão ou mais importantes que as Hard Skills. E mais: 89% das contratações fracassadas acontecem por falta de habilidades comportamentais, não por falta de técnica.
Por que isso acontece? Simples: é muito mais fácil (e barato) ensinar um profissional colaborativo a usar um software novo do que ensinar um gênio arrogante a ter empatia.
A técnica se treina; o caráter e a atitude, muitas vezes, já vêm de fábrica.O desafio de avaliar o invisível
Aqui mora o perigo. Avaliar Hard Skills é fácil: você aplica um teste de Excel e vê o resultado. Mas como você avalia se a pessoa tem "Inteligência Emocional" em uma entrevista de 30 minutos?
O candidato sempre vai dizer que "adora trabalhar em equipe". O papel aceita tudo.
Para fugir do discurso ensaiado, você precisa ver o candidato em ação. É necessário criar cenários onde a máscara cai e o comportamento real aparece.
(Se você quer aprender a fazer isso na prática e parar de ser enganado na entrevista, vale a pena conferir nosso artigo com ideias de dinâmicas de grupo estratégicas. Lá mostramos como simular situações de pressão para revelar as verdadeiras Soft Skills).

O equilíbrio é a chave
Não estamos dizendo para você contratar alguém "gente boa" que não sabe fazer o trabalho. As Hard Skills te levam para a entrevista; as Soft Skills te garantem o emprego (e a promoção).
O segredo da contratação de elite é buscar o equilíbrio. Na dúvida, lembre-se da regra de ouro do investidor Warren Buffett: "Busque três coisas em uma pessoa: inteligência, energia e integridade. Se ela não tiver a última, nem se preocupe com as duas primeiras."
Integridade é Soft Skill. Comece por ela.
Cansado de contratar técnica e receber problemas?
O currículo mostra o que ele sabe. Nós descobrimos quem ele é. Na HunterDegrandi, usamos metodologias avançadas para mapear as Soft Skills críticas que não aparecem no LinkedIn. Vamos encontrar o profissional completo para o seu time?








